O hiperparatireoidismo é o mesmo que ter problemas na tireoide?
Não. Apesar de estarem localizadas próximas, a tireoide e as paratireoides são glândulas totalmente diferentes, com funções e hormônios distintos.
Hiperparatireoidismo e outros transtornos da glândula paratireóide
Capítulo: Capítulo IV - Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas • Grupo: Transtornos de outras glândulas endócrinas
O código CID-10 E21 refere-se ao 'Hiperparatireoidismo e outros transtornos da glândula paratireóide'. As paratireoides são quatro pequenas glândulas localizadas atrás da tireoide, no pescoço. A função principal dessas glândulas é produzir o hormônio paratireóideo (PTH), responsável por regular rigorosamente os níveis de cálcio e fósforo no sangue, elementos vitais para a saúde dos ossos, músculos e sistema nervoso.
Quando uma ou mais dessas glândulas funcionam em excesso, ocorre o hiperparatireoidismo, levando à liberação exagerada de PTH. Esse excesso faz com que o corpo retire cálcio dos ossos e o jogue na corrente sanguínea, o que pode fragilizar a estrutura óssea e sobrecarregar os rins. A condição pode ser primária (originada na própria glândula) ou secundária (decorrente de outros problemas de saúde, como doença renal crônica ou deficiência severa de vitamina D).
Embora o nome seja parecido com o da tireoide, os transtornos da paratireoide são diferentes e exigem cuidados específicos. O acompanhamento médico é essencial para evitar complicações a longo prazo. Lembre-se de que este conteúdo é puramente informativo. Apenas uma avaliação médica presencial pode confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento adequado.
O diagnóstico é realizado principalmente por meio de exames de sangue que medem os níveis de cálcio, fósforo, vitamina D e do hormônio paratireóideo (PTH). Exames de urina de 24 horas também são frequentemente solicitados para avaliar como os rins estão eliminando o cálcio. Após a confirmação laboratorial, o médico pode solicitar exames de imagem, como ultrassonografia do pescoço ou cintilografia de paratireoides, para localizar a glândula alterada. A densitometria óssea também é recomendada para avaliar a densidade dos ossos e verificar se houve perda de massa óssea.
O tratamento varia conforme o tipo e a gravidade do transtorno. Em casos leves e assintomáticos de hiperparatireoidismo primário, o médico endocrinologista pode optar pelo monitoramento periódico, observando a função renal e a saúde óssea do paciente. Nos casos sintomáticos ou com níveis de cálcio muito elevados, a cirurgia de remoção da glândula alterada (paratiroidectomia) é o tratamento definitivo mais comum e eficaz. Quando a cirurgia não é indicada ou em formas secundárias da doença, utilizam-se medicamentos para controlar a produção do PTH, repor vitamina D ou proteger os ossos.
Você deve procurar atendimento médico se apresentar episódios recorrentes de pedra nos rins, dores ósseas persistentes, fraqueza muscular intensa ou se exames de rotina indicarem níveis alterados de cálcio no sangue. O médico endocrinologista é o profissional especialista mais indicado para investigar e tratar condições relacionadas à paratireoide.
Não. Apesar de estarem localizadas próximas, a tireoide e as paratireoides são glândulas totalmente diferentes, com funções e hormônios distintos.
Sim. Nos casos primários provocados por um tumor benigno, a remoção cirúrgica da glândula afetada costuma curar a doença definitivamente.
Sim. A hipercalcemia (cálcio alto) não tratada pode causar complicações renais, fraqueza óssea grave (osteoporose) e problemas cardíacos.
O endocrinologista é o médico especialista no diagnóstico e tratamento dos distúrbios hormonais e das glândulas paratireoides.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Apenas um profissional habilitado pode confirmar o diagnóstico.