Varizes esofagianas têm cura?
As varizes existentes podem ser tratadas e eliminadas com procedimentos como a ligadura elástica. No entanto, se a doença do fígado que as causou continuar progredindo, novas varizes podem surgir.
Varizes esofagianas
Capítulo: Capítulo IX - Doenças do aparelho circulatório • Grupo: Doenças das veias, dos vasos linfáticos e dos gânglios linfáticos, não classificadas em outra parte
O código CID I85 refere-se às varizes esofagianas, uma condição caracterizada pela dilatação anormal das veias localizadas na parede do esôfago — o canal que conecta a garganta ao estômago. Essas veias tornam-se dilatadas e salientes devido ao aumento da pressão no sistema de veias que leva o sangue dos órgãos abdominais para o fígado, uma complicação conhecida como hipertensão portal. Quando o sangue encontra dificuldade para fluir livremente pelo fígado, ele busca caminhos alternativos, sobrecarregando os vasos mais finos do esôfago.
O diagnóstico das varizes esofagianas é feito principalmente por meio da Endoscopia Digestiva Alta (EDA). Durante o exame, um tubo flexível com uma pequena câmera é introduzido pela boca até o esôfago, permitindo ao médico visualizar diretamente as veias, avaliar o tamanho das varizes e identificar se há risco iminente de sangramento. Além da endoscopia, exames complementares como ultrassonografia abdominal com Doppler, tomografia computadorizada e exames de sangue (para avaliar a função do fígado e a contagem de plaquetas) ajudam a determinar a causa subjacente e o estágio da doença hepática.
O tratamento possui dois focos principais: prevenir o rompimento das varizes e conter sangramentos ativos em emergências. Para prevenir sangramentos, costuma-se utilizar medicamentos betabloqueadores (que reduzem a pressão nos vasos) e realizar procedimentos endoscópicos, como a ligadura elástica, em que pequenos anéis de borracha são aplicados nas varizes para fechá-las. Em situações de sangramento ativo, o atendimento é de extrema urgência em ambiente hospitalar. O tratamento pode incluir medicamentos intravenosos para reduzir a circulação local, nova intervenção por endoscopia, transfusões de sangue e, em casos mais graves, procedimentos cirúrgicos ou o implante de uma ponte de desvio do fluxo sanguíneo (conhecida como TIPS). O acompanhamento contínuo da doença hepática de base é indispensável.
Procure atendimento médico de emergência imediatamente se notar vômitos com sangue, fezes escuras como alcatrão, tonturas fortes ou desmaios. Pessoas que já possuem diagnóstico de cirrose ou outras doenças no fígado devem realizar consultas e exames preventivos regulares com um gastroenterologista ou hepatologista, mesmo que não sintam nenhum sintoma visível.
As varizes existentes podem ser tratadas e eliminadas com procedimentos como a ligadura elástica. No entanto, se a doença do fígado que as causou continuar progredindo, novas varizes podem surgir.
Não. Embora ambas sejam veias dilatadas, as varizes nas pernas ocorrem por má circulação local, enquanto as esofagianas resultam da alta pressão no fígado e apresentam risco muito mais grave de sangramento interno.
Não. O consumo de álcool deve ser totalmente suspenso, pois agrava a lesão no fígado e aumenta significativamente o risco de sangramentos graves e complicações.
Não necessariamente. Com o diagnóstico precoce, o uso correto de medicamentos e o acompanhamento médico adequado, é possível reduzir muito o risco de rompimento dos vasos.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Apenas um profissional habilitado pode confirmar o diagnóstico.