CID-10 K06

Outros transtornos da gengiva e do rebordo alveolar sem dentes

Capítulo: Capítulo XI - Doenças do aparelho digestivo • Grupo: Doenças da cavidade oral, das glândulas salivares e dos maxilares

Visão geral

O código CID K06 refere-se a uma categoria da Classificação Internacional de Doenças que abrange os "Outros transtornos da gengiva e do rebordo alveolar sem dentes". Em termos simples, este código é utilizado pelos profissionais de saúde para registrar diversas condições que afetam a gengiva (tecido que envolve e protege os dentes) e o rebordo alveolar — que é a estrutura óssea e de mucosa que permanece na boca após a perda ou extração dos dentes.

Dentro dessa classificação, encontram-se problemas como a retração gengival (quando a gengiva se afasta do dente, expondo a raiz), o crescimento excessivo do tecido gengival (hiperplasia gengival), o amolecimento do rebordo em pessoas que usam dentadura e a perda óssea na região onde não há mais dentes. Essas alterações podem surgir por diferentes motivos e causar desconforto contínuo durante a fala, a mastigação ou o uso de próteses dentárias.

Cuidar dessas estruturas é fundamental não apenas para a estética do sorriso, mas para a saúde geral da boca. Alterações na gengiva ou no rebordo podem dificultar a higienização diária, favorecer o acúmulo de bactérias e prejudicar o encaixe de próteses, impactando diretamente a alimentação e a autoimagem do paciente.

Lembre-se: este texto possui caráter puramente informativo. Apenas uma avaliação presencial realizada por um cirurgião-dentista pode diagnosticar com precisão a sua condição e indicar o tratamento mais adequado.

Sintomas comuns

  • Sangramento na gengiva durante a escovação ou ao usar fio dental
  • Inchaço, vermelhidão ou sensibilidade gengival
  • Sensação de gengiva "encolhendo" ou dentes parecendo mais longos (retração)
  • Dor ou desconforto ao mastigar
  • Dificuldade de adaptação, folga ou dor ao usar próteses dentárias (dentaduras)
  • Surgimento de dobras ou crescimento de tecido sob a prótese
  • Mau hálito persistente

Causas e fatores de risco

  • Uso prolongado de próteses dentárias mal adaptadas ou desgastadas
  • Acúmulo de placa bacteriana e tártaro por higienização bucal inadequada
  • Escovação com força excessiva ou uso de escovas de cerdas duras
  • Alterações hormonais (como na gravidez ou menopausa)
  • Efeito colateral de certos medicamentos (como anti-hipertensivos ou anticonvulsivantes)
  • Perda gradual do osso alveolar após a extração dos dentes
  • Fatores genéticos e condições sistêmicas, como o diabetes não controlado

Diagnóstico

O diagnóstico das condições enquadradas no CID K06 é realizado pelo cirurgião-dentista por meio de um exame clínico detalhado da cavidade oral. Durante a consulta, o profissional avalia a cor, o formato, a firmeza e a saúde da gengiva, além de examinar o estado do rebordo alveolar em pacientes que não possuem dentes. Em alguns casos, o dentista pode utilizar instrumentos específicos para medir a profundidade do sulco gengival ou solicitar exames complementares, como radiografias panorâmicas ou periapicais. Esses exames ajudam a verificar a altura e a densidade do osso subjacente, permitindo diferenciar lesões simples de perda óssea mais severa.

Tratamento

O tratamento varia conforme a alteração específica apresentada e sua causa subjacente. De modo geral, o primeiro passo envolve a melhoria dos hábitos de higiene oral, orientação sobre escovação correta e a realização de uma limpeza profissional (raspagem) para remoção de tártaro e placa bacteriana. Para quem utiliza próteses dentárias, pode ser necessário realizar o reajuste, o reembasamento ou a confecção de uma nova prótese para eliminar o atrito constante. Em situações específicas, como o crescimento excessivo de tecido ou retrações severas, o dentista pode indicar pequenos procedimentos cirúrgicos para recontornar a gengiva, enxertos teciduais ou a adequação do rebordo antes da colocação de novos implantes ou próteses.

Quando procurar ajuda

É recomendável procurar um cirurgião-dentista ao notar qualquer alteração persistente na gengiva, como sangramentos frequentes, dores inexplicáveis, feridas que não cicatrizam ou se a sua dentadura começar a machucar e perder o encaixe. O acompanhamento odontológico regular ajuda a identificar esses problemas no início, garantindo tratamentos mais simples e eficazes.

Perguntas frequentes

Quem não tem dentes também pode ter problemas na gengiva?

Sim. Mesmo sem dentes, o tecido mucoso e o osso que compõem o rebordo alveolar podem sofrer inflamações, reabsorção óssea e lesões causadas por próteses mal ajustadas.

A retração gengival pode ser revertida sozinha?

Não. Uma vez que o tecido gengival retraiu, ele não volta ao normal sozinho. No entanto, o dentista pode interromper a progressão do problema e, em alguns casos, realizar cirurgias de enxerto.

O uso de dentadura antiga pode causar alterações no CID K06?

Sim. Com o tempo, o osso da boca muda e a prótese se desadapta. O atrito constante de uma dentadura folgada pode machucar o rebordo e fazer a gengiva crescer de forma irregular.

Como prevenir transtornos na gengiva e no rebordo?

A prevenção é feita mantendo uma boa higienização diária da boca (e das próteses), escovando de forma suave e visitando o dentista regularmente para revisões e ajustes.

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Apenas um profissional habilitado pode confirmar o diagnóstico.