Cifose e lordose são sempre doenças?
Não. Cifose e lordose são curvaturas naturais e saudáveis da coluna humana. O problema ocorre apenas quando essas curvaturas se tornam excessivas (hipercifose ou hiperlordose) ou retificadas.
Cifose e lordose
Capítulo: Capítulo XIII - Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo • Grupo: Dorsopatias
O código M40 na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) refere-se a alterações nas curvaturas anátomicas naturais da coluna vertebral, conhecidas como cifose e lordose. A coluna humana possui curvas fisiológicas que ajudam a absorver impactos e manter o equilíbrio corporal. A cifose é a curvatura voltada para fora (presente na região torácica), enquanto a lordose é a curvatura voltada para dentro (presente nas regiões cervical e lombar). O código M40 é utilizado quando essas curvaturas se tornam exageradas ou alteradas de forma atípica, como na hipercifose ou na hiperlordose.
Essas alterações posturais ou estruturais podem se desenvolver por diversos fatores, incluindo vícios posturais no dia a dia, fraqueza da musculatura sustentadora do tronco, alterações no desenvolvimento ósseo durante o crescimento ou processo natural de envelhecimento, como na osteoporose. Embora em muitas pessoas a alteração seja predominantemente estética ou funcional, em casos mais acentuados ela pode levar a quadros de dor, fadiga e limitação de movimentos.
O registro do CID M40 em um laudo ou prontuário sinaliza que o profissional identificou ou está acompanhando uma alteração nessas curvaturas. Lembre-se: este conteúdo é puramente informativo e apenas uma consulta com um médico especializado pode diagnosticar com precisão a sua condição e indicar a abordagem terapêutica mais adequada.
O diagnóstico para condições enquadradas no CID M40 começa com uma avaliação clínica detalhada. O médico investiga os sintomas do paciente, o histórico familiar e o estilo de vida. No exame físico, são avaliados o alinhamento da coluna, a mobilidade, a força muscular, a flexibilidade e o impacto da postura nos movimentos cotidianos. Para confirmar o grau de curvatura da coluna e afastar outras causas, exames de imagem são frequentemente solicitados. A radiografia (raio-X) da coluna total permite medir os ângulos da cifose e da lordose. Em situações de dores intensas ou suspeita de lesões nos discos e nervos, exames como a ressonância magnética ou a tomografia computadorizada podem ser necessários.
O tratamento para desvios de cifose e lordose varia conforme a gravidade, a causa subjacente e o nível de dor do paciente. Na grande maioria dos casos, opta-se por tratamentos conservadores, focado em fisioterapia, Reeducação Postural Global (RPG) e fortalecimento da musculatura que sustenta a coluna e o abdômen. Práticas regulares de atividades físicas orientadas, como pilates ou natação, ajudam a melhorar a postura e aliviar o estresse nas articulações. Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser prescritos pelo médico para o manejo de crises dolorosas. O uso de coletes ortopédicos é reservado para jovens em fase de crescimento com curvaturas progressivas, enquanto a cirurgia é indicada apenas para casos graves e raros, nos quais há deformidade acentuada ou comprometimento funcional severo.
É importante procurar avaliação médica se você apresentar dor contínua nas costas que não melhora com o repouso, se notar uma mudança postural rápida ou visivelmente acentuada, ou se sentir formigamento, fraqueza ou perda de sensibilidade nos braços ou pernas. A busca por atendimento deve ser imediata caso haja dificuldade para respirar associada à alteração na forma das costas.
Não. Cifose e lordose são curvaturas naturais e saudáveis da coluna humana. O problema ocorre apenas quando essas curvaturas se tornam excessivas (hipercifose ou hiperlordose) ou retificadas.
Sim, quando a alteração é postural ou funcional. Exercícios de fortalecimento e alongamento orientados por profissionais ajudam a realinhar a postura e aliviar dores.
Não. O uso de colete é indicado principalmente para crianças e adolescentes em fase de crescimento com desvios estruturais específicos. Adultos raramente utilizam coletes.
Em casos graves de hipercifose torácica, a deformidade pode reduzir o espaço da caixa torácica e limitar a expansão dos pulmões, podendo gerar falta de ar.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Apenas um profissional habilitado pode confirmar o diagnóstico.