O CID N90 indica uma infecção sexualmente transmissível (IST)?
Não. Este código abrange exclusivamente transtornos não-inflamatórios e não-infecciosos da vulva e do períneo.
Outros transtornos não-inflamatórios da vulva e do períneo
Capítulo: Capítulo XIV - Doenças do aparelho geniturinário • Grupo: Transtornos não-inflamatórios do trato genital feminino
O código CID-10 N90 refere-se a 'Outros transtornos não-inflamatórios da vulva e do períneo'. Esta é uma categoria médica utilizada para agrupar diversas alterações estruturais, teciduais ou anatômicas na região genital externa feminina (vulva) e na área entre a vagina e o ânus (períneo), que não são causadas por infecções ativas ou processos inflamatórios agudos.
Dentro desta classificação, enquadram-se condições como a atrofia vulvar (afinamento da pele e perda de elasticidade, comum após a menopausa), a hipertrofia dos lábios vaginais (crescimento assimétrico ou excessivo do tecido), cistos assintomáticos, cicatrizes de partos ou cirurgias anteriores e distrofias genitais.
Embora muitas dessas condições sejam benignas e às vezes assintomáticas, elas podem causar desconforto físico, estético ou funcional no dia a dia da mulher. O entendimento da causa exata permite direcionar o cuidado de forma personalizada e eficiente.
Lembre-se: este conteúdo é exclusivamente informativo. Apenas uma avaliação presencial com um ginecologista pode confirmar qualquer diagnóstico e indicar a abordagem mais adequada para a sua saúde.
O diagnóstico é essencialmente clínico e realizado por um ginecologista durante a consulta médica. O profissional fará a anamnese completa e um exame físico detalhado da vulva e do períneo para avaliar a textura da pele, a anatomia local e a presença de eventuais lesões ou cistos. Em casos específicos, para afastar outras doenças dermatológicas, inflamatórias ou pré-cancerígenas, o médico poderá solicitar exames complementares, como uma biópsia de pele vulvar ou uma ultrassonografia da região.
O tratamento depende da causa subjacente e da intensidade dos sintomas. Nos casos de atrofia ou ressecamento vulvar, costuma-se indicar o uso de lubrificantes, hidratantes vaginais e, quando apropriado, terapia hormonal tópica com cremes de estrogênio. Para alterações anatômicas que geram dor frequente ou incômodo estético significativo (como cistos volumosos ou hipertrofia acentuada), podem ser recomendados procedimentos cirúrgicos simples, como a remoção do cisto ou a labioplastia. A fisioterapia pélvica também ajuda bastante na liberação de cicatrizes dolorosas.
Você deve procurar atendimento ginecológico se notar qualquer alteração no formato, cor ou textura da vulva, aparecimento de novos nódulos, dor durante as relações sexuais ou qualquer desconforto constante que afete seu bem-estar ou rotina diária.
Não. Este código abrange exclusivamente transtornos não-inflamatórios e não-infecciosos da vulva e do períneo.
Sim. A atrofia e o ressecamento da região vulvar causados pela redução hormonal podem ser codificados sob o CID N90.
Não. A grande maioria dos casos é tratada com medidas conservadoras, hidratação local ou acompanhamento. A cirurgia é indicada apenas para casos específicos com dor ou incômodo funcional.
Sim, o ressecamento ou alterações estruturais podem causar dor no ato sexual, mas existem diversos tratamentos que devolvem o conforto e a qualidade de vida.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Apenas um profissional habilitado pode confirmar o diagnóstico.